quinta-feira, 16 de julho de 2015

Os detentores do poder.


As Lojas maçónicas, através dos seus membros, dominam e minam completamente a sociedade a todos os níveis, com as suas influências na política nacional e local, desde a banca ao futebol e sobretudo a comunicação social. As pessoas não se apercebem, por desconhecerem que todos os jogos de política e economia passam pelas decisões dos espúrios maçónicos que, ao invés de praticarem a fraternidade e a filantropia, qualidades que não têm, sentem-se bem a conspurcar, a promover amigos, a criar “boys”, a usar a sua influência política e económica.

Hoje nada se faz sem que os “aventaleiros” aprovem e, por conseguinte, tudo o que parece, é.
Amedrontam os que lhes fazem frente, ameaçam através dos seus caciques aqueles que estiverem dispostos a revelar a traição de princípios, usufruem da impunidade porque fazem as leis em seu proveito, dominam os tribunais. Não gostam de ser confrontados com a verdade. Aparecem a todos os níveis na vida do país, desde os mais altos aos intermédios.

É fundamental uma grande unidade de acção entre todos os bem intencionados, os interessados em defender a Pátria, no combate contra os seus inimigos, a maçonaria e a República, seja ela coroada ou não.


Guilherme Koehler in “A BANDEIRA BRANCA”.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Esta "democracia" não tem futuro.


Nos tempos que correm a democracia aparece-nos com duas imagens antagónicas.
Por um lado, temos a democracia representativa que é considerada por todos o único regime político legítimo. Gastam-se milhões em programas de promoção da democracia, na fiscalização de processos eleitorais, mas sempre que um país se recusa a aceitar o regime democrático, logo as agências financeiras internacionais o pressionam com as condições de concessão de empréstimos; por outro lado, começam a aumentar os sinais de que os chamados regimes democráticos instaurados nos últimos anos traíram as expectativas dos grupos sociais excluídos, dos trabalhadores cada vez mais ameaçados nos seus direitos e das classes médias empobrecidas.

Consultas de opinião levadas a cabo, especialmente na América Latina, mostram que em vários países a maioria da população preferia uma ditadura desde que lhe garantisse algum bem-estar social. Temos ainda os escândalos diários de corrupção que levam as pessoas à conclusão de que os governantes legitimamente eleitos usam o seu mandato para enriquecer à custa do povo e dos contribuintes. Aliado a isto, a falta de respeito dos partidos que governam pelos seus programas eleitorais nunca foi tão grande. Os eleitores não se sentem representados pelos seus representantes e todas as decisões importantes dos seus governos escapam à sua participação democrática.
Ninguém é livre sem ter a garantia da sua:
- sobrevivência - ter alimentos para si e para a família;
- segurança - sem ameaças em qualquer que seja o espaço (casa, empresa, rua...);
- informação - a participação exige esclarecimento e cultura.
Se as desigualdades sociais continuarem a aumentar como até agora, brevemente, a igualdade jurídico-política entre as pessoas deixará de ser um ideal para se tornar uma hipocrisia social constitucionalizada.
Guilherme Koehler in “A Bandeira Branca".

domingo, 5 de julho de 2015

Nós somos cidadãos, mas "Nós Cidadãos", NÃO!


Apareceu para aí um novo partido, formado por monárquicos "liberalóides" e maçons que à viva força querem entrar em esquemas republicanos, preparando-se para estar na corrida às eleições.

Como todos os tradicionalistas sabem, tudo o que meta partidos e "representatividade" através do sufrágio universal não cabe no nosso dicionário e naquilo que preconizamos para Portugal.

Na sociedade de massas não há governo representativo, nem representação da sociedade perante o governo. Vivemos numa sociedade em que os interesses reais não podem ser representados, pois estes encontram-se na Família em que cada um vive, na profissão que exerce, na comunidade local em que mora e todas estas expressões da vida social desapareceram no plano representativo, ficando apenas os indivíduos que, no seu conjunto, constituem o Povo soberano que é o "povo de administrados", sendo os indivíduos absorvidos pela engrenagem estatal. 


Não podemos ser enganados pela máquina da propaganda do sistema.

Não nos ligamos a nada que não defenda a verdadeira representatividade que só pode vir da escolha directa dos representantes das Famílias nos Municípios e jamais poderemos colaborar com aqueles que confundem o POVO, a Nação organizada, orgânica e racional, com as MASSAS, multidão inorgânica, inculta e irracional que age por impulsos.

Somos cidadãos, mas "Nós Cidadãos", NÃO!

sábado, 4 de julho de 2015

As Traições de S.A.R.

Fig. 1 Dom Duarte Pio de Bragança,  de cognome "O Democrata".

« D. Miguel I era um homem de Honra e de Patriotismo, se o Seu objectivo fosse o de ser Rei e só esse, o Seu irmão tinha-Lhe dado de bandeja o poder, ao permitir que fosse Regente e ao casar com D. Maria II, teria tido o Seu reinado.

No entanto, D. Miguel I tinha convicções, não concordava com estrangeirismos e queria o melhor para o seu povo que O amava.

Por esse motivo combateu os poderes da época, a ideologia Maçónica do Liberalismo, sabendo que as maiores potencias Europeias eram contra Ele, neste caso a Inglaterra, a França e a Espanha Liberal.

Em nome das nossas Tradições e por amor á Pátria, lutou contra os liberais, armados pelos estrangeiros e por temer a invasão de Portugal pela Espanha Liberal, aceitou capitular em Évoramonte.

Se quisesse ter uma vida boa, teria um exílio em que lhe pagavam as despesas. Em vez disso, preferiu continuar a lutar pelos seus ideais. 

O Seu prestígio interno nunca esteve em causa, ou não fosse ainda imensamente amado e a Sua memória respeitada nos dias de hoje.

Também no exterior foi reconhecido, tendo o Imperador Austríaco acolhido-O na Sua Corte e casado com a melhor Casa Real Europeia, isto apesar de não ter riqueza alguma além da Sua Honra.

Os Seus descendentes continuaram a Sua luta em nome dos seus ideais, e em seu nome.

O pior estava para vir, o seu descendente Chefe da Casa Real, foi reconhecido por todos os monárquicos, até os liberais estiveram de acordo, que D. Duarte, tinha a Legitimidade de Origem, por ser ser descendente do Senhor D. Miguel I, contudo esta personagem que invoca ter o mesmo sangue, tem os ideais contrários.

Assim. temos uma Alteza Real, que é liberal, adepto de uma Constituição, que quer Reinar, como os Ingleses ou os Franceses, os mesmos que derrubaram o antepassado que tanto invoca.

Mas a traição de S.A.R. não fica só no lado Miguelista, também atinge os liberais. Entre tantas candidatas, que poderia ter tomado por esposa, foi logo escolher uma, que é descendente do homem que pagou e guardou em sua casa, as armas que mataram D. Carlos I e o Seu filho primogénito.

Ao que parece o seu cunhado é Pedreiro-Livre (Franco-Maçon) e foi a Carbonária (o braço armado da Maçonaria), quem preparou e executou o atentado Régio. Que "rica família" para entrar para a Casa Real.

Para terminar, os Republicanos aplaudem S.A.R., dão-lhe palmadinhas nas costas e no caso do regime arrebentar, contam com ele para manterem os lugares ».   

Carlos Albuquerque in "A Bandeira Branca".




 Fig. 2 Dona Isabel de Herédia com o marido, Dom Duarte de Bragança "O Democrata", como certamente ficará conhecido para a posteridade. 

Municipalismo e Partidocracia

                                         Fig. 1 - Pelourinho de Belmonte.
     «Temos como as duas mais vincadas expressões do Municipalismo uma conveniente autonomia administrativa e, para serviço desta, a selecção dos melhores entre os “homens bons” da comunidade municipal. Os municípios funcionariam assim, dentro dos moldes medievos, como autênticas e ordeiras repúblicas locais.

      Com o "democratismo" exaltou-se o “poder local” como se ele fosse uma realização da liberdade política e também uma satisfação ao anseio municipalista.

    A eleição dos presidentes das Câmaras, que substituiu a nomeação governativa constante do regime Salazarista, parecia certificar o princípio de um louvável intuito. 

Engano, porém! Se anteriormente o ministro respectivo, por intermédio dos governadores civis, ainda procurava, dentro do que lhe era possível, escolher um dos munícipes mais categorizados para as presidências das Câmaras, no "democratismo" as candidaturas aos lugares procedem-se entre os caciques eleitorais mais influentes dos partidos políticos. O critério eleitoralista sobrepõe-se ao critério da competência. Os “homens bons” independentes dos partidos, não contam para o caso. 

  …É evidente que desta forma, transformando os concelhos em “coutadas dos dirigentes políticos”, se nega fundamentalmente a espírito municipalista.

   Também a falada descentralização administrativa é torpemente mistificada porquanto a administração fica inteiramente nas mãos da oligarquia partidária.

    E o propalado Poder Local? Onde está ele? Pois a Partidocracia não constitui a mais fechada centralização do Governo?

   Na verdade os directórios dos dois ou três partidos maiores ramificam as suas possibilidades de decisão desde a presidência da República e dos postos superiores dos ministérios e do Parlamento às ínfimas juntas de freguesia cuja autonomia fica apenas nominal.

   Em "partidocracia" o que claramente se observa é que os órgãos distritais e concelhios vão servindo, e admiravelmente, para colocar os afilhados dos partidos predominantes. O resultado evidente e arruinado é o dispendioso aumento de um funcionalismo supérfluo para satisfação da avidez das clientelas partidárias.

  António Sardinha, estudando o problema do município, em face da acabada experiência da 1ª República concluía perante a realidade imperante dos factos: “Verificou-se mais uma vez que os regimes de composição ou carácter electivo não pensam nunca em descentralizar, pois que descentralizar representaria perder as chaves das eleições sem as quais se não ganha o poder nem se continua no desfruto das suas benesses”.

 …Vem-nos à lembrança o dito de um antigo e ilustre autor espanhol que de uma forma significativa e algo jocosa apontava a Partidocracia como uma “oligarquia caciquil". E tenhamos nós presente que é em nome da liberdade democrática que a "partidocracia" impinge ao povo o mais bem conseguido regime oligárquico e despótico!...»


Mário Saraiva in Sob o Nevoeiro (Ideias e Figuras) – Edições Cultura Monárquica - 1987


                                 Fig. 2 - A Ilusão da Livre Escolha, dada pelo Sufrágio Universal.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Municipalismo e Foralismo os garantes da liberdade



O Estado moderno ao centralizar o poder deu origem ao totalitarismo tecnocrático e à sociedade de massas. A restauração dos órgãos naturais como a família, os municípios, a universidade, os grémios e as corporações, dotados de autonomia e liberdade, é fundamental para impedir a sua consolidação definitiva 
O estado totalitário, centralizador e burocrático ao serviço dos grupos de interesse e do economicismo materialista burguês é o poder que impede a restauração da monarquia popular e social que vê a comunidade como um conjunto de organismos naturais, vivos e livres.

Um dos pilares da doutrina social da Igreja, hoje em dia desvalorizada e desconhecida, é a subsidiaridade que está intimamente ligada ao Municipalismo e ao Foralismo e por consequência ao Tradicionalismo. O Liberalismo é a sua antítese total.

A Monarquia Tradicional é a única condição de possibilidade do Municipalismo, sem os Foros o Rei não passa de um tirano que não cumpre as suas funções sociais e sem o Rei os Foros e comunidades autónomas desaparecem, quer seja pela desagregação da sociedade, quer pelo medo que delas tem o Estado débil. 

O Rei é a garantia e o grande defensor dos Foros contra o poder do dinheiro que não quer barreiras à liberdade do capital.




Guilherme Koehler in "A Bandeira Branca".

sexta-feira, 26 de junho de 2015

As bases da Organização política monárquico-tradicional.



O Município e a Família provêm de uma só realidade humana: a condição iniludível do homem ser um ser concreto, de viver a sua existência dentro de um quadro de valores construídos ao longo dos tempos e que assimilou pelos simples facto de ter nascido no meio deles.

O sangue, o solo, a família e o município, quer gostemos quer não, fazem-nos ser o que somos. A força dos factores sociológicos é mais eficaz do que o oportunismo das decisões arbitrárias. Jamais o homem foi um algo abstracto como procuraram fazer crer as repetidas Declarações dos Direitos Humanos que apareceram no pós-revolução.
       

A ordem harmónica das sociedades consiste em que a sociedade total, regida pelo poder supremo do Estado, é composta por muitas sociedades políticas menores e que a sociedade geral não é uma congregação de indivíduos, mas um ajuntamento de famílias.


Daí a primazia destas entidades menores sobre o Estado, encarnação e sujeito do poder político supremo que não é mais do que o coordenador do funcionamento total do organismo comunitário fundindo as vontades essenciais e harmonizando os diversos sectores do conjunto colectivo com os quais nos identificamos, pelo simples facto de termos nascido.


As pretensões modernas de lhes pôr fim são o reflexo da vontade de destruição que anima as revoluções. Mas a Família e o Município são mais fortes do que todas as revoluções, pois sem eles o homem nunca seria aquilo que é. 


Um dia, não muito distante, os furacões da Grande Revolução que hoje desmantelam a humanidade e as noites do actual vandalismo passarão para voltarmos a contemplá-los de pé, aprumados e seguros, como guardiões firmes da História viva que é a Tradição perene, exemplos vivos da forma como os povos vivem a sua vida, indiferentes aos caprichos revolucionários que sacodem os meandros do poder político.


A Família Cristã e o Município romano continuarão a existir enquanto caem a cada geração monarquias, repúblicas, impérios e senhorios porque a sua supremacia está na sua radical e única autenticidade.




"Poder e liberdade. Uma visão do tradicionalismo hispânico" - F. Elías de Tejada.