sábado, 25 de junho de 2016

Pequenas GRANDES traições.

“ (...) Portugueses!... Meu único interesse é a glória e o vosso bem. São hipócritas os que vos pintam o Governo Constitucional como inimigo da nossa Santa Religião. Ninguém será privado, nem da sua vida, nem dos seus Direitos Civis, nem da sua propriedade…
Portugueses… Não me obrigueis a empregar a força para vos libertar!”.
 
Dom Pedro I do Brasil, frente ao Mindelo.
Fig. 1 O Grão-Mestre da Maçonaria, Dom Pedro I do Brasil.      Fig. 2 O Desembarque dos Liberais na Praia dos Ladrões em Arnosa de Pampelido.
E assim falou um dos maiores traidores da nossa história, que por ter ganhado a "Guerra Civil" (que de Civil nada teve), com um exército de mercenários estrangeiros contratados e as forças conjuntas da Quadrupla-Aliança, ficou registado na nossa história como Dom Pedro IV (quarto) de Portugal. Mas, este registo foi feito com base na mentira, pois o traidor nunca foi Aclamado como Rei de Portugal em Côrtes Gerais algumas, foi apenas Regente (pela força das armas estrangeiras) em nome da filha, a Princesa Maria da Glória, mais tarde, Dona Maria II de Portugal (a primeira Presidente da Republica Coroada de Portugal).

Mas afinal, o Pedro Brasileiro era mentiroso, como podemos ver nos escritos de Almeida Garrett:
“E quando vejo os conventos em ruínas, os egressos a pedir esmola e os Barões de berlinda, tenho saudade dos frades – não dos frades que foram, mas dos frades que podiam ser.”
Almeida Garrett, «Viagens na minha terra».
Fig. 3 Litografia de Almeida Garrett por Pedro Augusto Guglielmi 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Um Rei "3 em 1" mata a Monarquia.


Com a actual crise económica e de valores, o normal era a Monarquia ser a alternativa mais popular, e por isso ganhar os votos ou o apoio da maioria dos portugueses.
No entanto, verificamos que a maioria dos descontentes com a actual situação, não aderem á Causa Monárquica.
Do lado dos Monárquicos também não existe unidade, uns são a favor de D. Duarte, outros acham-no um empecilho.

No entanto, o Sr. Dom Duarte pode ser considerado um Pretendente, que tem alguns trunfos.
Assim, sendo descendente do D. Miguel I, devia ser respeitado pelos Miguelistas. Como descendente, pelo lado de sua mãe do D. Pedro I do Brasil, devia reunir o consenso dos Liberais-Constitucionalistas. E por fim, tendo casado com uma descendente de um Republicano, envolvido no Regicidio e membro da Maçonaria, devia ter apoios nos Republicanos descontentes.
Acontece que, este Pretendente "3 em 1", que quer agradar a gregos e troianos, não consegue apesar de todo o seu empenho, fazer a Monarquia descolar do marasmo.

É altura de talvez fazer um travão e mudar de estratégia!? Nunca a Monarquia vai ser implantada por Referendo e é bom que esqueçam este tipo de Democracia ou Regime Parlamentar.

A alternativa começa por criticar os actuais partidos politicos, as benesses de alguns grupos económicos, defender a Pátria e a Soberania, com respeito pela Liberdade, Propriedade Privada, Justiça e Valores Cristãos.

Com a maioria dos Filhos da Nação a não saberem quem é o pai e outros a serem adoptados por gays e ainda por cima condenados a emigrarem, a Família deve ser uma bandeira a defender.

A Monarquia precisa urgentemente de um programa político atractivo, que captive os portugueses, não pode afirmar-se só porque fica mais barata.

Ao mesmo tempo, não se deve ser "3 em 1", isto de unir o que é desunido não resulta.

Se a ideia do Sr. Dom Duarte é ser um Rei Liberal, que o seja, mas não ouse nunca mais invocar que descende de D. Miguel I e deixe um verdadeiro Miguelista ocupar esse lugar. Se achar que a Monarquia é o melhor garante da Republica, então desista de ser Monárquico e seja um Nobre Republicano.

Carlos Almada Albuquerque In "A Bandeira Branca" em 16/06/2016.

A Abrilada.


"Soldados! Se o dia 27 de Maio de 1823 raiou sobremaneira maravilhoso, não será menos o de 30 de Abril de 1824; antes um e outro irão tomar distinto lugar nas páginas da história lusitana; naquele deixei a capital para derrubar uma facção desorganizadora, salvando o trono e o excelso Rei, a Família Real e a Nação inteira, dando mais um exemplo de virtude à sagrada religião que professamos, como verdadeiro sustentáculo da realeza e da justiça; e neste farei triunfar a grande obra começada, dando-lhe segura estabilidade, esmagando de uma vez a pestilenta cáfila dos Pedreiros-Livres, que aleivosamente projectava alçar a mortífera foice para acabar e de todo extinguir a reinante Casa de Bragança.

Soldados! Foi para este fim que vos chamei às armas, plenamente convencido da firmeza do vosso carácter, da vossa lealdade e do decidido amor pela causa do Rei.
Soldados! Sejais dignos de mim, que o Infante D. Miguel, vosso Comandante em Chefe, o será de vós. Viva El-Rei nosso Senhor, viva a religião católica romana, viva a rainha fidelíssima, viva a real família, viva o brioso exército português, viva a Nação, morram os malvados Pedreiros-Livres."

O Infante Dom Miguel às tropas envolvidas na Abrilada.

A Vilafrancada.



"A força dos males nacionais, já sem limites, não me deixou escolher: a honra não me permitiu ver por mais tempo em vergonhosa inércia a majestade real, ultrajada e feita ludíbrio dos facciosos, todas as classes da nação com diabólico estudo deprimidas, e todos nós o desprezo da Europa e do mundo, por um sofrimento que passaria a cobardia; e em lugar dos primitivos direitos nacionais que vos prometeram recobrar em 24 de Agosto de 1820, deram-vos a sua ruína, o rei reduzido a um mero fantasma; a magistratura diáriamente despojada e ultrajada; a nobreza, à qual se agregaram sucessivamente os cidadãos beneméritos e à qual deveis vossa glória nas terras de África e nos mares da Ásia, reduzida ao abatimento, despojada do lustre que outrora obtivera do reconhecimento real; a religião e seus ministros objecto de mofa e escárnio.
Que é uma nação quando sofre ver-se assim aviltada? Eia, portugueses, uma mais longa prudência seria infâmia. Já os generosos transmontanos nos precederam na luta; vinde juntar-vos ao estandarte real que levo em minhas mãos; libertemos o rei e Sua Majestade livre dê uma Constituição a seus povos; fiemo-nos em seus paternais sentimentos; e ela será tão alheia do despotismo como da licença; assim reconciliará a nação consigo mesmo e com a Europa civilizada.
Acho-me no meio de valentes e briosos portugueses, decididos como eu a morrer ou a restituir Sua Majestade à sua liberdade e autoridade, e a todas as classes seus direitos. Não hesiteis, eclesiásticos e cidadãos de todas as classes, vinde auxiliar a causa da religião, da realeza e de vós todos: e juremos não tornar a beijar a real mão senão depois de Sua Majestade estar restituído à sua autoridade.
Não acrediteis que queremos restaurar o despotismo, operar reacções ou tomar vinganças; Juremos pela Religião e pela honra que só queremos a união de todos os portugueses e um total esquecimento das opiniões passadas."

O Infante Dom Miguel, às tropas e ao povo português.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A “Renúncia à Civilização”.

O Estado totalitário em que vivemos, subjuga todos os meandros da sociedade ao institucionalizar um sistema de educação obrigatório e de massas; ao utilizar meios de comunicação massivos para formar a opinião pública; ao impor as suas leis; ao implementar um sistema financeiro capitalista que nos torna simples assalariados e, a curto prazo, acaba com toda a nossa liberdade.

A finalidade deste projecto é a destruição da ordem natural e da verdadeira comunidade humana. Podemos considerar estes danos individualistas e a desgraça que assolou a nossa sociedade como uma “renúncia à civilização”.


O Estado liberal promoveu a desagregação da sociedade orgânica tradicional e implantou a sociedade de massas comandada por plutocratas que mais não fazem do que defender os seus próprios interesses. 


Bem-vindos ao “Estado Servil”, onde as liberdades políticas e económicas não passam de quimeras.




Guilherme Koehler in "A Bandeira Branca" em 15/06/2016.