domingo, 4 de março de 2018

Democracia, a maior mentira da história da humanidade.

Para todos aqueles que dizem que isto não é democracia alguma e a democracia é a melhor coisa do mundo e tal e tal...

Deixem que vos diga:

- Não tenham a mínima dúvida de que vivemos actualmente em Democracia!!!

- Agora, a democracia é que NÃO É NADA DAQUILO QUE NOS DISSERAM QUE SERIA. Assim é que os senhores têm de por as coisas, para que fique tudo bem claro e que não existam dúvidas causadas pela utilização da língua portuguesa. Pois, ao dizerem que, "não vivemos" em democracia, mas sim numa "plutocracia" ou "partidocracia" estão a transformar a verdade em algo dúbio, turvo e que não corresponde de todo à verdade. Ficamos até com a ideia de que a democracia é algo de bom e justo, mas não é!!! É sim, a maior mentira da história da humanidade. Vivemos em democracia SIM, tal como vivemos em democracia entre 1820 e 1828 (pela mão da Maçonaria) e depois, pela força das armas estrangeiras (contratadas pela Maçonaria), desde 1834 até 1926. Isto são factos consumados.

Portugal, vive actualmente em Democracia, tal como viveu entre 1820 e 1828, altura em que o POVO se revoltou por perceber que a Maçonaria lhe havia ROUBADO O PODER que este sempre havia detido para se Governar a si mesmo em cada Município e substituiu ESSE PODER DE AUTO-GOVERNAÇÃO, pelo VOTO exercido no Sufrágio Universal.

Ao perceber isso e tendo obtido o apoio do Infante Dom Miguel, que devido à traição do Seu irmão Pedro Brasileiro, passou a ser o nosso legítimo herdeiro ao trono após a morte de Dom João VI, O POVO Aclamou então o Rei Dom Miguel e levantou-se em armas contra a democracia, para tentar RECUPERAR a sua LIBERDADE e PODER de AUTO-GOVERNAÇÃO!!! E conseguiu-o entre 1828 e 1834. Mesmo tendo passado por uma Guerra contra a Maçonaria e Exércitos Mercenários Estrangeiros por ela contratados. Mas infelizmente, em 1834 quando Dom Miguel I soube que os Maçons Espanhóis haviam Invadido Portugal pela Beira com 16.000 homens liderados pelo General José Ramón Rodil y Campillo, decidiu assinar a Capitulação em Évoramonte para que não morressem mais portugueses contra as baionetas estrangeiras naquilo a que todos chamavam uma GUERRA CIVIL, mas que de CIVIL NADA TINHA!!!

O povo português foi então ESCRAVIZADO durante 92 anos pela Democracia (1834-1926), 92 anos esses em que o ROUBO, DESTRUIÇÃO e ASSASSINATO estiveram sempre na ordem do dia!!!

Foi então que, em 1926 o Presidente Mendes Cabeçadas impôs uma Ditadura Militar para por cobro a tudo isso. Pois, o país estava em ruínas. Seguiu-se-lhe a Ditadura Nacional (1928-1933), que também não funcionou e nesse ano de 1933, o Presidente Óscar Carmona chama Oliveira Salazar e dá-lhe o poder de formar o Estado Novo corporativista (1933-1974) para tentar reorganizar as finanças e o país; e Salazar consegue-o!!! Em poucos anos paga todas as dívidas, começa a amealhar riqueza e livra-nos da II Guerra Mundial com a qual nada tínhamos a ver.

Até que, um bando de traidores oportunistas, pagos pela ex-URSS por um lado e pelos EUA pelo outro, aproveitam o descontentamento dos Militares e em 25 de Abril de 1974, servindo-se dos Militares e da IGNORÂNCIA do POVO PORTUGUÊS, REIMPLANTAM A DEMOCRACIA em Portugal, porque os 92 anos seguidos entre 1834 e 1926 que nos deixaram de rastos, NÃO CHEGARAM para o povo ver o que era a DEMOCRACIA!!! E então, demos mais uma possibilidade à dita-cuja e vá disto!!! Já vamos em 43 anos!!! Já não falta tudo para os 92...

Se o voto mudasse alguma coisa, SERIA PROIBIDO!!! A Democracia Moderna foi inventada pela Franco-Maçonaria no Século XVIII para combater a Igreja, acabar com as Monarquias e ESCRAVIZAR o POVO!!! Criaram a ilusão de que o povo era soberano, mas É MENTIRA, nós NÃO MANDAMOS EM NADA, eles fazem as Leis que querem, roubam o que querem, humilham-nos e gozam connosco impunemente. Em suma, TÊM O PODER ABSOLUTO nas suas mãos!!!

- O povo NADA manda.

- Mas eles dizem que sim, através do voto...

- Ora, se a única possibilidade é votar num ladrão ou noutro ladrão igual ou pior ao primeiro, que depois de lá estarem fazem justamente o contrário do que prometeram durante a Campanha Eleitoral e fazem as leis que nos prejudicam sem nos consultar, entre tantas outras coisas contra a Nação Portuguesa e nós, o seu povo, que escolha temos nós e que "PODER" É ESSE AFINAL???

- Poder tinha o povo até 1834, quando escolhia alguém que conhecia pessoalmente para Governar o Município e tinha voz activa nas decisões que afectavam o mesmo. Os Impostos eram pagos apenas no Município, para uso da sua própria comunidade e o Rei, que Governava a Nação, mas SEM INTERFERIR com o Governo dos Municípios, NÃO RECEBIA um tostão do povo, pois tinha os Seus Rendimentos Pessoais para sobreviver!!! Que eram os rendimentos gerados pelo Morgadio da Casa de Bragança (na altura).

Isso SIM, era LIBERDADE e PODER POPULAR!!! Agora democracia e Partidos Políticos, NÃO OBRIGADO!!! 


- NUNCA PRECISÁMOS DELES PARA NADA, NUNCA CÁ FIZERAM FALTA ALGUMA.



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Bashar Al Assad o último resistente.


Dá-me graça, que certos comentadores e "Analistas Políticos" a quem ouço falar mal do Presidente Sírio Bashar Al Assad, se refiram a ele como o "Ditador", "Opressor" e outros termos depreciativos, digam ainda que ele é um "malandro" porque NÃO ESTÁ DISPOSTO a ceder o poder a uma Democracia, não quer uma transição.

Ora, se o homem sabe melhor que ninguém, que a DEMOCRACIA É UMA MENTIRA e que iria ESCRAVIZAR O POVO SÍRIO, é óbvio que NÃO QUERERÁ NADA DISSO PARA SI MESMO, NEM PARA O SEU POVO!!!

Parece-me lógico que QUEIRA O MELHOR PARA O SEU POVO.


- Pois, se ele quisesse VENDER-SE ao Sionismo Internacional, aceitava uns milhões, ia para o exílio e entregava o país à MAÇONARIA e aos Sionistas Internacionais!!!
Mas, tal como fez Dom Miguel I em Portugal em 1828 e Dom Carlos V em Espanha na mesma época, Bashar Al Assad, NÃO SE VENDE!!!
                             


- Aconselho a visualização destes 2 vídeos abaixo (são apenas 17 minutos num e 1 minuto e 18 segundos no outro) onde podemos ouvir o testemunho da Missionária Maria de Guadalupe, Religiosa do Verbo Encarnado, que viveu na Síria desde o início dos confrontos até há pouco tempo atrás e pode contar a verdade sobre tudo o que lá se passou e continua a passar.


 



"Se, no reino das plantas existisse o sufrágio universal, as urtigas desterravam as rosas e os lírios."

Jean Lucien Arréat.



« (...) O Sufrágio Universal, a maior de todas as mentiras políticas que vieram ao mundo, desde que o Mundo existe, é o Governo dos medíocres, dos aventureiros, dos demagogos, dos descarados. Ou é sincero e é a Anarquia; ou se se consegue limitar-lhe o mal, é a Mentira.

Se ninguém o quer na sua sinceridade para evitar a Anarquia, como há quem o defenda na sua mentira?

(…) É esta aristocracia de anjos que se espera que saia dos cadernos eleitorais, das listas eleitorais, das urnas eleitorais, da acção dos partidos concorrentes, dos grupos ambiciosos e astuciosos, dos bandos impacientes e materialistas – do Sufrágio Universal, em suma!

Tal concepção da Democracia baseia-se num erro, o de que convém aos Povos e, numa ilusão, a de que seja possível realizar-se.

É fantástico que isto se escreva, que isto se diga, que isto se espalhe, que isto se proclame, "urbi et orbe", num mundo que morre vítima da Democracia e do Sufrágio Universal, agentes terríveis de decomposição e putrefacção sociais!».

Alfredo Pimenta in "A Democracia Nova".


A obrigação de estudar a nossa história.


Se o POVO PORTUGUÊS soubesse um pouco da história do mundo e sobretudo, do seu próprio país, só dos últimos 200 anos, talvez percebesse que, sem o Estado Novo, Corporativista (e não fascista), talvez já não existisse Portugal!?

Pois, antes do Estado Novo (1933-1974) e da Ditadura Militar e Nacional (1926-1933), Portugal VIVEU 92 anos em DEMOCRACIA (1834-1926)!!!



A democracia foi implementada pela FORÇA das ARMAS ESTRANGEIRAS da Quadrupla-Aliança, CONTRA a VONTADE do POVO português em 1834!!!



E, a partir dessa triste data, foi SEMPRE A ROUBAR E DESTRUIR O PAÍS. Retiraram ao POVO o poder que este sempre tivera de se governar a si mesmo nos Municípios. Acabaram com os últimos vestígios da Monarquia em 1910 e uma sucessão de roubos, assassinatos e destruição (pois todos queriam o PODER ABSOLUTO para roubar mais e melhor), levou a que o Presidente da República José Mendes Cabeçadas implementasse a DITADURA MILITAR (1926-1928) para PARAR A DESTRUIÇÃO e o ROUBO!!!



Seguiu-se-lhe Óscar Carmona com a Ditadura Nacional (1928-1933) que, nesse ano de 1933 dá início ao ESTADO NOVO Corporativista (1933-1974) e entrega o poder ao Professor Doutor António de Oliveira Salazar para que este TENTASSE SALVAR O QUE RESTAVA DE PORTUGAL.



E assim foi feito, Salazar recupera a economia nacional, paga as dívidas e começa a amealhar aquela que viria a ser a segunda maior reserva de ouro mundial. Em Abril de 1974, o Estado Português detinha no Banco de Portugal, 50 MILHÕES de CONTOS em dinheiro. 866 Toneladas de Ouro.

Possuía ainda, à parte de Portugal Continental os Territórios Ultramarinos de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabinda, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Macau, Madeira e Açores. A economia CRESCIA 11,5% ao ANO, não devia NADA a ninguém e o desemprego era quase virtual.

E tudo isto, enquanto sustentávamos uma guerra contra o terrorismo, em 3 teatros de operações distintos, haviam já 13 anos, sem qualquer ajuda externa. Deste facto saiu a célebre frase: "Orgulhosamente sós". 



Em  Abril desse ano de 1974 os traidores, aproveitam o descontentamento de alguns militares, fazem um Golpe de Estado e implementam NOVAMENTE a democracia SEM CONSULTAR A MAIORIA DO POVO PORTUGUÊS.

43 anos de DEMOCRACIA depois, o que tem Portugal e o seu povo!??

- Fomos espoliados das maiores parcelas de terreno que possuíamos, DESAPARECERAM quase 500 toneladas de Ouro, o dinheiro desapareceu TODO. Incluindo os milhões que vieram da C.E.E. durante anos a fio. E temos miséria e dívidas "para dar e vender", tanto assim que até os recém-nascidos já vêem a dever cerca de € 24.600,00 ao Estado Português absolutista-democrático.

- Dirão os bebés: «Então mas eu só abri os olhos e inspirei uma só vez, como posso já dever € 24.600,00!?? Responde o Ministro das Finanças: Shiuu, PAGA e CALA-TE JÁ!!!».


EM SUMA, se a democracia fosse algo de bom, NUNCA TERIA SIDO NECESSÁRIO o Estado Novo Corporativista para salvar o país dos 92 anos de democracia em que Portugal viveu desde 1834 até 1926!!!



Mas, como o POVO NÃO ESTAVA SATISFEITO, concordou em dar, pelo menos mais 92 anos à Maçonaria, para ROUBAR e ESCRAVIZAR todo um país e um povo!!!

Não desesperem, JÁ SÓ faltam mais 49 ANOS...




-LOUCURA, É REPETIR OS MESMOS ERROS VEZES SEM CONTA E ESPERAR RESULTADOS DIFERENTES DE CADA UMA DESSAS VEZES.

Portanto, somos certamente todos loucos, pois aceitamos uma e outra vez que nos obriguem a viver em democracia, sabendo de antemão que esta apenas serve para nos escravizar e enriquecer os membros da Maçonaria Portuguesa e dos Partidos Políticos.


O Roubo dos territórios ultramarinos portugueses.



Apenas para esclarecer aqueles que dizem que os territórios ultramarinos portugueses eram dos "NATIVOS", os "NATIVOS" que estavam lá aquando da chegada portuguesa, eram nativos havia apenas 300 anos, pois também eles tinham vindo doutros pontos do Continente Africano e lutado para conquistar terras e escravos aos povos que habitavam então aquela zona. Quando a partir de 1482 chegaram os primeiros portugueses aqueles territórios, não tiveram problemas em instalar-se, pois havia muito terreno desocupado e sempre que alguma tribo tentava CONQUISTAR os territórios portugueses, era derrotada.

As várias tribos que existiam nos países que vieram a ser conhecidos por Guiné-Portuguesa, Angola e Moçambique, depois de criados e desenvolvidos pelos portugueses durante quase 500 anos, lutavam entre si mesmas por mais território e escravos. Tal como acontecia em vários pontos do mundo, entre tribos e até Estados Independentes, até meados do século XIX.

Posto isto, se os BANTU puderam CONQUISTAR aquelas terras aos KHOISAN e escravizar alguns deles, porque razão não puderam (na opinião de alguns) os portugueses fazer a mesma coisa!?? A escravatura era algo comum naquela época, tal como o havia sido desde o início da história registada do mundo. Importa ainda dizer que, Portugal foi dos primeiros países a abolir essa prática, durante o reinado de Dom José I, em 1761. Não podemos julgar esses acontecimentos, com base naquilo que vivemos actualmente, estamos em pleno século XXI. Nem há termo de comparação possível. Tal como não há comparação entre Portugal e outras potências colonizadoras Europeias. Pois, nenhuma dessas potências criou e desenvolveu durante tanto tempo aqueles territórios, até chegarem à condição de Estados, tal como fez Portugal. Ao invés, preocuparam-se mais em trazer quantas riquezas pudessem para a Europa, sem se preocuparem com as populações que lá viviam. Já para não falar na maneira como ocupámos e desenvolvemos aqueles territórios e desde quando o fizemos. Não há sequer comparação possível.


« (...) Os habitantes originais de Angola foram caçadores-recolectores Khoisan, dispersos e pouco numerosos. A expansão dos povos Bantu, chegando do Norte a partir do segundo milénio, forçou os Khoisan (quando não eram absorvidos) a recuar para o Sul onde grupos residuais existem até hoje, em Angola, na Namíbia e no Botsuana.

Os Bantu eram agricultores e caçadores. Sua expansão, a partir da África Centro-Ocidental, se deu em grupos menores, que se relocalizaram de acordo com as circunstâncias político-económicas e ecológicas.

Entre os séculos XIV e XVII, uma série de reinos foi estabelecida, sendo o principal o Reino do Congo que abrangeu o Noroeste da Angola de hoje e uma faixa adjacente da hoje República Democrática do Congo, da República do Congo e do Gabão; a sua capital situava-se em M'Banza Kongo e o seu apogeu se deu durante os séculos XIII e XIV. Outro reino importante foi o Reino do Ndongo, constituído naquela altura a Sul/Sudeste do Reino do Congo. No Nordeste da Angola actual, mas com o seu centro no Sul da actual República Democrática do Congo, constituiu-se, sem contacto com os reinos atrás referidos, o Reino da Lunda.

Em 1482 chegou na foz do rio Congo uma frota portuguesa, comandada pelo navegador Diogo Cão que de imediato estabeleceu relações com o Reino do Congo. Este foi o primeiro contacto de europeus com habitantes do território hoje abrangido por Angola, contacto este que viria a ser determinante para o futuro deste território e das suas populações...».


Analisando a história do mundo e a de África, SE os portugueses NÃO TINHAM DIREITO aqueles territórios, também não teremos direito a mais nada neste mundo, temos de ACEITAR a pretensão do Estado Islâmico, ou DAESH de querer todas as antigas possessões Muçulmanas na Península Ibérica, devolver-lhes esses territórios e retornar-mos às origens, ao CONDADO PORTUCALENSE.

- Isto, se o actual Rei de Espanha, não quiser recuperar o Condado Portucalense que foi dado pelo Rei Dom Afonso VI de Leão e Castela "O Bravo" ao Conde Dom Henrique da Borgonha!?! Senão, seremos um povo sem pátria, tal como o foram os Judeus durante mais de 2000 anos!!!

O que me faz uma certa confusão é o seguinte:

- Os Estados Unidos da América puderam dizimar várias tribos Ameríndias (Pele-Vermelha), puderam ocupar todos os territórios de Este a Oeste do seu actual país, puderam ROUBAR aos Mexicanos o Texas, Califórnia, Arizona, Utah e partes do Novo México e Colorado, podem ter a Baía de Guantanamo em Cuba, podem ter o Alasca e o Luisiana que compraram à Rússia e à França, podem ter várias ilhas no Pacífico e Atlântico e vários "protectorados" que ficaram desde a II Guerra Mundial, SÓ Portugal NÃO PODE TER NADA!?

- A Holanda pode ter todas as Ilhas que COLONIZOU nas Caraíbas, só Portugal não podia ter São Tomé, Príncipe e Cabo Verde, que estavam desabitadas quando os portugueses lá chegaram em 1460...

- A Inglaterra pode ter a Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte, as Ilhas Malvinas, Gibraltar e várias outras espalhadas por este mundo fora. Só Portugal NÃO PODE TER NADA!?

- A França pode ter a Guiana-Francesa encostada ao Brasil, pode ter a Córsega, a Martinica, a Polinésia Francesa, Guadalupe, etc, etc. Pois são um sem-fim de ilhas, SÓ Portugal, NÃO PODE TER NADA.

Porque razão Portugal é o único país do mundo que só pode ter aquilo que a Maçonaria entende que devemos ter!? E todos os outros podem ter os territórios que roubaram, conquistaram e ocuparam pela força. Porquê??? Alguém me sabe responder!? 


Ainda acerca da colonização dos territórios ultramarinos por parte dos portugueses, temos de olhar para esse acontecimento à luz da época em que se vivia, estávamos em pleno século XV. A descoberta e colonização de novos territórios era então algo perfeitamente normal. Portugal, ao invés de trazer as riquezas daqueles territórios para a Europa, fê-los seus, desenvolveu-os, tornou-os nos países que eram em 1974. Aqueles territórios e povos, foram  portugueses durante 500 anos. Foram os portugueses que lutaram e morreram durante esses 5 séculos para aí manter a soberania portuguesa e manter também a paz, estabilidade e prosperidade daquelas populações.

Portanto, não fazia sentido algum aqueles territórios deixarem de ser portugueses, aquilo que sempre haviam sido desde a sua criação como países. Importa ainda dizer que quem lutava contra Portugal, era uma minoria financiada pela ex-U.R.S.S. dum lado e pelos E.U.A. do outro. Potências essas que estavam interessadas nas várias riquezas de Angola, Moçambique e Guiné-Portuguesa, pelo que tudo fariam para tentarem espoliar Portugal desses seus territórios centenários.


- É fácil de provar que era uma minoria quem lutava contra Portugal, mas vem-me à memória por exemplo, a situação vivida em Moçambique em Setembro de 1974, onde o povo saiu à rua e desejava efectuar um referendo pela Independência de Moçambique, pois a maioria do povo queria continuar a ser Portuguesa e os nossos "ilustres" líderes, Mário Soares e Álvaro Cunhal, disseram imediatamente que não, seria independência e nem se falava mais nisso. Pois, não podiam quebrar as promessas feitas à U.R.S.S. em Paris a 27 de Setembro de 1973.

Importa ainda dizer que o golpe de 25 de Abril de 1974 foi apressado, justamente porque a guerra estava practicamente terminada. A situação de Angola e Moçambique estava controlada e quase que pacificada, só na Guiné ainda não o estava, mas Marcelo Caetano havia encetado negociações com os líderes do PAIGC para encerrarem as hostilidades e estes últimos, estavam tão desesperados por um qualquer tipo de acordo, que o teriam aceitado imediatamente. Pois, tanto a U.R.S.S., como os E.U.A. já não enviavam mais dinheiro, nem armas a estes movimentos terroristas, visto já não acreditarem numa vitória, ao cabo de 13 anos de guerra de guerrilha, sem resultados visíveis. Daí a urgência em efectuar o golpe de 25 de Abril, para terem os traidores o argumento da guerra do seu lado e tentarem assim, passar a "libertadores".



   Creio que, lidos os 3 excertos que publiquei acima, pouco mais haverá a dizer acerca do 25 de Abril de 1974. Sinto-me um pouco melhor, pois já é hora de repor a verdade histórica. O povo merece saber a verdade. Portugal não perdeu guerra ultramarina alguma, a guerra contra o terrorismo nas províncias ultramarinas portuguesas, foi perdida no Terreiro do Paço nessa fatídica madrugada de 25 de Abril de 1974. 

A ignorância é o elemento mais violento da sociedade.


Ninguém tem culpa de não saber mais do que aquilo que sabe. Ninguém nasce ensinado. Agora, o que temos é a OBRIGAÇÃO MORAL de ir aprendendo com os nossos erros e os erros do mundo inteiro que a história nos mostra. Eu sou apaixonado por história, não é apenas por gostar de coisas antigas, mas sim, para analisar onde foi que erraram os povos e nações desta terra, para terem passado pelos problemas que passaram antes de nós.

Este texto é para todos aqueles que continuam a acreditar na democracia, a defender o voto exercido no sufrágio universal (como se este mudasse alguma coisa) e se atrevem a falar mal do GRANDE PATRIOTA que foi o Professor Doutor Oliveira Salazar.

- Se a Democracia funcionasse e a pátria pudesse ser salva através do sistema democrático, o Dr. Salazar teria aceitado a Pasta das Finanças em 1928 quando o Presidente da República lha propôs!?

Mas NÃO ACEITOU. Foi a UMA SÓ sessão na Assembleia da República e percebeu logo que não passavam duma corja de degenerados, ladrões e chulos que apenas queriam viver às custas do povo. E, se algum homem sério e honrado por lá aparecesse, jamais vingaria naquele meio.

E foi por isso e sabendo que jamais conseguiria organizar as Finanças, mesmo como Ministro das Finanças, pois o resto do sistema democrático estaria lá para o contrariar e derrubar, que o Dr. Salazar voltou a casa, a Santa Comba Dão e só tornou a Lisboa, quando o Presidente Óscar Carmona acedeu em dar-lhe o poder para fundar o Estado Novo, corporativista, LIVRE DE Partidos Políticos. E por conseguinte, livre dos ladrões, exploradores, oportunistas e outras sanguessugas que nesse sistema de coisas pulula.


Posto isto, desenganem-se aqueles que pensam que um qualquer Partido Político irá conseguir colocar as coisas na ordem, porque os outros Partidos e o próprio sistema, NUNCA DEIXARÁ ISSO ACONTECER!!! Todos os novos Partidos serão "apenas MAIS UMA voz" na Assembleia, mas uma voz que ninguém irá ouvir. E será MAIS UM ENCARGO para os contribuintes.

O problema não é o Partido A, ou o B, ou o C, são sim, TODOS ELES!!!  É o sistema democrático que ESTÁ MAL.


A democracia, como dizia o GRANDE Rodrigo Emílio, é uma LINHA RECTA. Não tem princípio, não tem fim, NEM TEM PONTA POR ONDE SE LHE PEGUE.

- A democracia assenta na premissa de que a MAIORIA TEM SEMPRE RAZÃO, para todos aqueles que defendem os Referendos e a Democracia Directa, é igual, em Democracia A MAIORIA TEM SEMPRE RAZÃO!!! Ora, a história do mundo tem-nos mostrado desde há centenas de anos que ISSO É MENTIRA!!!

- Quando a maioria dizia que a terra era PLANA, a minoria que dizia que esta era REDONDA é que tinha razão.

- Quando a maioria dizia que era o Sol que andava à volta da terra, O HOMEM SÓ que dizia que afinal era a terra que andava à volta do Sol, é que tinha razão!!! E temos muitos outros exemplos como estes.

Sabendo portanto que o que está mal é o Sistema Democrático, de que nos adianta correr atrás de ilusões!?

Eu já fui convidado várias vezes para fazer parte dum Partido Político, que acredito ainda não esteja corrompido pelo sistema democrático. Acredito PIAMENTE que a maior parte das pessoas desse Partido Político SÃO SÉRIAS, HONRADAS, GRANDES PATRIOTAS e desejam fazer o bem por Portugal e acabar com a corrupção. Mas, através da democracia jamais conseguirão fazê-lo!!!

Temos de acabar com este sistema de coisas que coloca o PODER ABSOLUTO nas mãos da Maçonaria e dos Partidos Políticos (constituídos maioritariamente por maçons), enquanto o povo não passa da massa ESCRAVA que sustenta tudo isto. Temos de acabar com o PODER CENTRAL, arrancar os Municípios das mãos da corrupção e entrega-los aos HOMENS BONS, sérios e honrados, que juntamente com as famílias de cada Município irão recoloca-los no caminho certo. Não precisamos de Partidos que nos representem, nós sabemos BEM o que QUEREMOS e sabemos FALAR DIRECTAMENTE com a pessoa que nos irá solucionar o nosso problema, na nossa comunidade e Município e não a 350 kms de distância do local onde vivemos.

Se a Democracia fosse alguma coisa boa, nunca teriam sido necessárias duas Ditaduras e o Estado Novo Corporativista, para SALVAR o país dos 92 anos de ROUBO, ASSASSINATO, DESTRUIÇÃO e EXTORSÃO que a Democracia (1834-1926) deixou atrás de si!!!

terça-feira, 18 de abril de 2017

O voto que é NÃO VOTAR.

O voto que é não votar.

Dizem que votar é um dever cívico. Mas, dever cívico é apanhar o lixo do chão e meter no cesto, é ajudar a senhora a atravessar, é cumprimentar um polícia na rua, é telefonar para a câmara a dizer que está ali uma lâmpada fundida, é apanhar o cocó do cão, é não fazer barulho, é ajudar os mais pobres, é rir dos mais ricos, é não enganar os turistas quando eles pedem direcções, é fazer a barba a trautear o hino, é trabalhar e distribuir trabalho, é vencer a preguiça, é pensar nos outros, é lutar por melhorar qualquer coisa, em casa, no trabalho, na rua. 

Votar em eleições NÃO É um dever cívico. É ser cúmplice, isso sim, de um sistema que está nas mãos da incompetência, da corrupção e do compadrio.



"Se não votas não te podes queixar" - dizem. É mentira. Um cidadão português pode queixar-se sempre, mesmo que nunca tenha olhado para um boletim de voto, porque nasceu neste país, é aqui que trabalha e paga os seus impostos. 

Aqueles que não querem votar nestas eleições, não votem e queixem-se. QUEIXEM-SE BEM ALTO DOS MISERÁVEIS E DOS QUE VOTAM NELES, porque se os portugueses ficassem em casa sempre que há eleições legislativas e presidenciais, este país começava a livrar-se das "abéculas".
   
Não legitimo estes políticos sem vergonha, que vendo o estado a que chegou o país, ainda têm a lata de concorrer, em vez de se exilarem para sempre. Se o tivessem feito, Portugal não tinha um défice escondido, como tinha a Grécia; Portugal não tinha uma bolha imobiliária, como tinha a Espanha; Portugal não via os seus bancos cair, como a Irlanda viu. A nossa crise é mais profunda. Temos uma dívida gigante e não temos um tostão. A culpa não é da crise internacional, é dos políticos portugueses.

Não vou votar. Nem num destes fantoches, nem em branco nem nulo. Nada. Não legitimo este sistema que tem de cair em cima dos corruptos e dos incompetentes que o fizeram à imagem e semelhança dos seus interesses. Portugal deve ter pessoas com muito valor nos bastidores. Pessoas que não se atrevem a lutar com estes “animais políticos”, treinados nas escolas do crime da política. 
  

É por isso preciso parar de votar nesta corja. Não se pode participar no acto eleitoral.


Nem em branco, porque esse voto é só um sinal de que "não gosto destes". 

Pois, mas é preciso mostrar que não se gosta destes, nem dos amigos destes.
Nada. Zero. Pois, eles são TODOS IGUAIS. 


Guilherme Koehler in "A Bandeira Branca".

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

180º aniversário da passagem e pernoita de D. Miguel em Alvalade a caminho do exílio.

Comunicação do Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz por ocasião da sessão solene comemorativa do 180º aniversário da passagem e pernoita de Dom Miguel I em Alvalade a caminho do exílio.

« (...) Permitam-me que felicite a Casa do Povo de Alvalade pela louvável iniciativa de assinalar a efeméride que hoje aqui nos congrega: a passagem da última noite em Portugal de El-Rei Dom Miguel I, nesta terra de Alvalade, na véspera da partida para o exílio donde não mais voltaria.

É uma iniciativa a vários títulos louvável. Antes de mais  porque evoca um acontecimento marcante da nossa história: o fim da guerra civil e a partida para o exílio de um Rei vencido.
 Não é vulgar evocar os vencidos e os derrotados, mais ainda em guerras fratricidas. Este é por isso, um gesto nobre e generoso, de quem sabe olhar, mesmo de longe no tempo, para um período dramático da nossa história, sem preconceitos, mas com espírito patriótico. 
Porque não foi apenas El-Rei D. Miguel que foi exilado nesse dia 1 de Junho de 1834, mas o povo que com ele se identificava, a tradição portuguesa que ele incarnava e defendia. Quem partiu para o exílio nesse dia, foi uma parte inteira de Portugal que, se foi afastada, nunca deixou Portugal. A pátria ficou no coração dos que partiram, bem firme e enraizada. E os que partiram ficaram para sempre no coração de muitos portugueses, que os recordavam e visitavam, que os ajudavam como se de família própria se tratasse, que suspiravam pelo seu regresso, como se deseja que voltem aqueles que se amam.

O Miguelismo não partiu, ficou, como dimensão natural da cultura popular e da tradição portuguesa. Um pouco à semelhança do Sebastianismo, desenvolvido depois da tragédia de Alcácer-Quibir, o Miguelismo nunca abandonou o imaginário português, para ser amado e cultivado, ou detestado e combatido 1

Não me refiro apenas ao movimento político, ao Partido Legitimista, que perdurou como memória de uma Bandeira de Guerra, ao longo de todo o século XIX, para ressurgir em Portugal nas românticas incursões da Galiza, e para se tentar reconciliar com os adversários seculares nas costas de Dover, numa comunhão de exílios e de desejos de regresso à pátria. Refiro-me também a um espírito, a uma memória de passado projectada em futuro, a um entendimento secular do povo que somos, a uma identidade histórica de raízes antigas. O Miguelismo tornou-se apanágio de “uma maneira antiga de ser português”, transformou-se em saudade, bem portuguesa, de alguém amado que um dia havia de regressar. Tudo isso ficou e perdurou, entranhado na alma da pátria dilacerada pela divisão.

Évora-Monte, Alvalade e Sines são as últimas estações de uma Via-Sacra não apenas de um Rei, mas de um povo antigo e de uma tradição ancestral, que nunca se aceitaram banidos da história, mas antes sonharam com o regresso a um caminho português de futuro.

A Casa do Povo de Alvalade, ao trazer à nossa memória este último percurso de exilados, tem o mérito de nos recordar que a alma do povo não é apagável, que não há modo de banir do futuro da pátria aquilo que fomos, e que sem raízes nunca cresceremos direitos nem permaneceremos de pé, tal como as árvores.

Outro mérito, porém, tem a Casa do Povo ao reunir-nos hoje aqui, para nos fazer reflectir na história que revivemos, para nos proporcionar uma meditação retrospectiva acerca de comos devemos enfrentar as necessidades de mudança. O que estamos a recordar neste momento, passou à história como instauração do liberalismo em Portugal, que não diferiu da forma como se estabeleceu noutros países do sul da Europa, mas que ocorreu de modo bem diverso da implantação da democracia em países onde ela se tornou tradição, como em Inglaterra e por isso mesmo profundamente arreigada e natural.

As guerras civis, transformam-se por vezes, em "guerras internacionais" que ocorrem em determinados países. 

A nossa não escapa a esta categorização. Formada a Quadrupla-Aliança, Portugal e Dom Miguel Capitularam, liberalismo que saiu vencedor foi, como sabemos um liberalismo importado, um liberalismo conquistado pelas armas e, por isso mesmo, um liberalismo imposto, outorgado, que não se tornou hegemónico, nem brotou espontaneamente da alma do povo e da consciência da pátria, não se tornando por isso popular. O liberalismo foi, como noutros países latinos, um elitismo.

Disse-o lapidarmente Maria Teresa Mónica, historiadora do Miguelismo: 

“A internacionalização do conflito entre os defensores do liberalismo e do “absolutismo” Legitimismo, ditou a derrota destes últimos, sobretudo em Portugal. Aqui, o liberalismo seria implantado através de imposição externa [da Quádrupla Aliança], fácil num pequeno país, periférico, dependente e fraco, já que as forças internas liberais não eram suficientes para lhe dar a vitória. Por isso ficou a pairar a dúvida quanto a quem teria sido o vencedor da guerra civil, se não tivesse havido intervenção estrangeira; permaneceu o trauma de uma invasão espanhola comandada pelo General Rodil; e subsistiu a indefinição, dado o carácter híbrido do tratado de paz entre os dois contendores, liberais e miguelistas, ficando estes últimos sem qualquer protecção” 2.

Consequência desse modo de implantação do liberalismo, mais de fora que de dentro, mais a partir de cima que de baixo, mais através do Estado do que por meio da sociedade, foi sem dúvida a debilidade da nossa sociedade civil e do nosso civismo, de que ainda hoje sofremos as implicações. O tempo do liberalismo passa por ter sido em Portugal o da reconstrução do Estado, não apenas do seu aparelho administrativo e das suas forças armadas, mas da sua prevalência e hegemonia sobre a sociedade.

Esta debilidade da liberdade condicionou a nossa iniciativa económica, a nossa capacidade de inovação, a nossa consciência cívica e nacional, e acabou por moldar a nossa cultura política e social, pouco participativa e responsável pelos destinos colectivos.

O modo de implantação do liberalismo é uma lição para as mudanças do futuro, para as necessárias adaptações aos tempos e às épocas, para vencer os inesperados desafios que sempre se hão-de colocar. É a demonstração de como os custos das revoluções, conduzidas por vanguardas, por vezes estrangeiradas, sem serem acompanhadas pela adesão daqueles a quem se destinam, acabam por ser muito superiores aos benefícios pretendidos, e que nenhuma mudança é tão sólida e duradoura como as que se operam evolutivamente, incorporando a tradição na novidade, renovando o passado no futuro. É a demonstração de que não há incompatibilidade entre a tradição e a inovação, entre a antiguidade e a modernidade, e que as grandes transformações são aquelas que se fazem por incorporação e não por exclusão, e que, desse ponto de vista, não deve haver mais lugar a guerras nem a exílios, mas sim à capacidade de adaptação, ao entendimento negociador e à paz, como processo dinâmico e nunca acabado.

A memória d’El-Rei D. Miguel ficou na história de Portugal de forma desigual: amado por uns, vilipendiado por outros. A distância temporal, permite que hoje, longe dos fragores da guerra e da violência dos conflitos, possamos olhar para esta figura profundamente  portuguesa com maior rigor, e compreender o que representou na sua época desapaixonadamente.

Não é possível entender a figura de D. Miguel sem atender ao contexto internacional saído do Congresso de Viena, e ao contraste que atravessava as nações europeias entre o Antigo Regime e a Revolução.

El-Rei D. Miguel representou por certo a legitimidade e a tradição portuguesa, e a resistência a uma modernização importada, que afrontava os valores radicadas no mais fundo da alma do povo, com que se identificou. Não era tanto a ideia de liberdade que motivava o antagonismo dos miguelistas às hostes de D. Pedro, mas antes a ideia revolucionária da ruptura com as instituições do antigo regime, e em particular da Igreja. Isso mesmo explica a atitude da Santa Sé para com o governo de D. Miguel, bem como o comportamento da grande maioria dos bispos portugueses da época.

“Eis o Rei mais católico que tenho em toda a cristandade” – assim o apresentou Gregório XVI em Roma, em Agosto de 1834 3.

Mais do que o “Absolutismo”, com que António Sardinha se recusava a identificar o Miguelismo 4, o que os seguidores de D. Miguel defendiam eram as instituições tradicionais portuguesas, entre as quais as Côrtes Gerais e os Municípios. 

Dizia Alexis de Tocqueville que “a revolução acabou por realizar, repentinamente, por um esforço convulsivo e doloroso, sem transição, sem precaução, sem respeitos, o que se teria acabado por realizar pouco a pouco por si ao longo do tempo. Tal foi a sua obra” 5.

O tempo ter-se-ia encarregado de ir substituindo as antigas instituições pelas modernas, sem necessidade das convulsões que acabaram por se dar, se tivesse havido a capacidade de entendimento e de reforma progressiva que faltou.

El-Rei D. Miguel foi um Rei amado pelo seu povo, que o assumiu e venerou. Luz Soriano, historiador maior da nossa Guerra Civil, não hesita em afirmar que a maioria da população era Miguelista 6.


Oliveira Martins assim o descreve:

“D. Miguel e o seu franco plebeísmo eram a genuína expressão do Portugal Velho que, de crises em crises sucessivas, atingia agora a última. O Rei passava, a cavalo, a galope, com a vara entalada na sela, moço e radiante; e agente das ruas parava a adorá-lo, com um ar de júbilo ingénuo nos rostos; os mendigos de uma cidade mendicante avançavam ajoelhando e o príncipe abria a bolsa, dava-lhes dinheiro; as mulheres rezavam, pedindo a Deus a conservação de um rei tão belo, tão bom, tão amigo do povo. 

Corriam pequenos catecismos, orações em que Portugal, repetindo Jerusalém, era o motivo de salmos e antífonas ardentes, invocando-se a Virgem-Puríssima-Nossa-Senhora para que protegesse o augusto e amado rei, defendendo-o de todos os seus inimigos, livrando o reino do pestilento e infernal contágio da seita maçónica… Etc.

Sempre que aparecia em público, Dom Miguel era vitoriado, levado em triunfo, entre bênçãos e aclamações delirantes: de um a vez, passando na Carreira dos Cavalos, caminho de Queluz, achou-se rodeado, sem poder avançar. Eram oficiais do Exército, eram voluntários realistas, eram paisanos, homens, mulheres, gente de todas as idades e classes, que puxando a carruagem o levou em triunfo, entre vivas espontâneos e ardentes, até Val-de-Pereiro. Ninguém dirigia, ninguém ordenava essas festas sem programa, que brotavam como viva expressão do entusiasmo popular. 

Respirava-se o ardor de uma cruzada: Dom Miguel era um Pedro- Eremita. Criava-se uma cavalaria nova e sagrada, para opor à seita maçónica: era a Ordem de São Miguel da Ala de que o Rei tinha o Grão-Mestrado, para defender a Santa Religião católica, apostólica, romana, e restaurar a legitimidade portuguesa” 7.

D. Miguel foi, para além disso, um rei carismático, visto como ungido, investido numa missão histórica e providencial, que se tornou num mito nacional. É ainda Oliveira Martins que nos conta a sua retirada do Porto. “A cada instante parava: eram os velhos, as mulheres com as criancinhas pela mão, que vinham saudá-lo com tristes vivas, rodeando-o, pedindo-lhe a bênção. (…) D. Miguel atravessava as aldeias que o vinham esperar de joelhos, deitando-lhe flores e votos, bênçãos e aclamações” 8.

Se é verdade que é pelos frutos que as árvores se reconhecem, também é pela descendência que melhor podemos medir a grandeza dos Reis. Se o exílio de D. Miguel significou uma fractura dolorosa da Pátria, por outro lado, ele viria a possibilitar uma disseminação de sangue português por muitas casas reais europeias. D. Miguel espalhou Portugal pela Europa. Quem percorrer os rastos d’ El Rei D. Miguel nas cortes europeias não poderá deixar de concluir pela enorme dimensão do seu reinado, que se prolongou muito para além dos anos em que governou. Muitos são os descendentes d’El-Rei D. Miguel dispersos pela  Europa, como muitos são os descendentes de D. Miguel presentes em Portugal, e que hoje quiseram estar aqui num gesto de perdão e de reconciliação.

S.A.R. o Senhor Duque de Bragança, e Seu filho o Príncipe da Beira, descendentes simultaneamente de El-Rei D. Miguel e de D. Pedro I do Brasil, são hoje a personificação do desejo que não volte a haver Liberalismo em Portugal nem guerras civis, nem Reis legítimos condenados ao exílio ou desterro, mas que a pátria possa ser Restaurada através da verdadeira Monarquia Tradicional Portuguesa. »

Assim Deus o permita! Por Deus, Pátria, Foros e Rei legítimo. SEMPRE!!!


1 Disse-o também Oliveira Martins: “O sentimento de encanto e mística esperança que o povo deu a D. Sebastião, reaparecia agora a favor de D. Miguel” (I, p. 293)
2 Teresa Mónica, Errâncias miguelistas, Lisboa, Cosmos, 1997
3 Citado por Fernando Campos, O pensamento contra-revolucionário em Portugal, Lisboa, 1931, II, p.25
4 António Sardinha, Teoria das Côrtes Gerais,
5 L’Ancien Regime et la Revolution, p.31
6 Luz Soriano, História da Guerra Civil, citado por Teresa Mónica, Errâncias miguelistas, Lisboa, Cosmos, 1997
7 Oliveira Martins, Portugal Contemporâneo, Lisboa, vol. I, pp.119-120
8 Ibidem,vol.I, pp.339-341

 Manuel Braga da Cruz