sexta-feira, 17 de junho de 2016

A Abrilada.


"Soldados! Se o dia 27 de Maio de 1823 raiou sobremaneira maravilhoso, não será menos o de 30 de Abril de 1824; antes um e outro irão tomar distinto lugar nas páginas da história lusitana; naquele deixei a capital para derrubar uma facção desorganizadora, salvando o trono e o excelso Rei, a Família Real e a Nação inteira, dando mais um exemplo de virtude à sagrada religião que professamos, como verdadeiro sustentáculo da realeza e da justiça; e neste farei triunfar a grande obra começada, dando-lhe segura estabilidade, esmagando de uma vez a pestilenta cáfila dos Pedreiros-Livres, que aleivosamente projectava alçar a mortífera foice para acabar e de todo extinguir a reinante Casa de Bragança.

Soldados! Foi para este fim que vos chamei às armas, plenamente convencido da firmeza do vosso carácter, da vossa lealdade e do decidido amor pela causa do Rei.
Soldados! Sejais dignos de mim, que o Infante D. Miguel, vosso Comandante em Chefe, o será de vós. Viva El-Rei nosso Senhor, viva a religião católica romana, viva a rainha fidelíssima, viva a real família, viva o brioso exército português, viva a Nação, morram os malvados Pedreiros-Livres."

O Infante Dom Miguel às tropas envolvidas na Abrilada em 30 de Abril de 1824.

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